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Mostrando postagens de março, 2018

E querem que os presidiários se recuperem?

Não quero esquecer que esse fato se deu no dia 30 de março de 2017. Um dia que começou para mim cheio de aborrecimentos: tudo quanto planejara para essa data estava dando errado. Aí eu cometi mais um erro: entrei às 16 horas em um ônibus para Niterói crendo estar atrasado para um compromisso às 17 e 30. O fato é que minha amiga e eu tínhamos combinado de nos encontrarmos às 19 e 30: ou seja, eu estava mesmo adiantado crendo estar atrasado. Não fosse esse erro, eu não estaria naquele ônibus e não teria sucedido o que vou contar. Se eu acreditasse em Deus, diria que Irmã Dulce, a quem o Vaticano logo declarará santa, enganou-me para que eu entrasse naquele ônibus. No trajeto entre São Gonçalo e Niterói, já no bairro de Santa Bárbara, entra um homem que, com a voz já comprometida por um exaustivo esforço, começa a contar sua vida: era um ex-detento em liberdade condicional, morava nos arredores e tinha que prestar serviços à comunidade três vezes por semana naquele colégio estadual que...

Não existe amor no fanatismo

O fundamentalismo não deveria ter esse nome. Digo isso porque as pessoas acusadas de serem fundamentalistas (ninguém se assume fundamentalista, são sempre os outros que dizem que alguém é fundamentalista) são pessoas que não veem um palmo à frente do nariz e só repetem sem questionar textos escolhidos por seus líderes religiosos. E defendem seus estreitos pontos de vista sem outros argumentos além da cansativa repetição dos mesmos textos, que os outros não têm obrigação de seguir, e de alguns preconceitos convenientemente selecionados. Eu os prefiro chamá-los de fanáticos, pois fundamentalista sou eu, que recito Camões e Gonçalves Dias de cor. A cada dia, esses fanáticos que só pensam nas conveniências de um deus que nada faz pela humanidade, que está só se preocupa em ser bajulado por multidões de adoradores enquanto incontáveis seres humanos sofrem todas as tristezas imagináveis, inventam novas justificativas para o injustificável. Dia desses, eu lembrei de Margaret Mitchell, autor...