O Engenhoso Fidalgo Stefan Zweig
Crescemos ouvindo dizer que o Brasil era o país do futuro. Futuro esse que nunca vimos chegar. Luis Fernando Verissimo certa vez escreveu uma crônica sobre isso: "Aquele estranho dia que nunca chega".
Fui saber quem criou essa expressão num catálogo da editora L&PM de Porto Alegre: "Brasil, País do Futuro"é o nome de um livro do escritor austríaco Stefan Zweig.
Ano passado, consegui lê-lo. Peguei emprestado na biblioteca de Niterói. Um antigo exemplar publicado pela Nova Fronteira.
Diz a Wikipédia que esse livro é resultado de sua primeira viagem ao Brasil, entre 1940 e 1941. Um ano depois, ele morreria em Petrópolis. A versão oficial é suicídio mas os judeus não a aceitam.
O livro me parece por demais ingênuo. Só quem não conhece as elites brasileiras pode imaginar que elas promoveriam o desenvolvimento do Brasil e a erradicação da miséria.
Bem antes disso o Brasil ganhou muito dinheiro quando nascia a indústria do automóvel e tínhamos o monopólio das seringueiras. Essa riqueza deu uma vida de nababos aos latifundiários do Norte, que, para ostentar, mandavam lavar suas roupas em Paris, ou seja: nem pagavam às pobres lavadeiras analfabetas locais.
Fui saber quem criou essa expressão num catálogo da editora L&PM de Porto Alegre: "Brasil, País do Futuro"é o nome de um livro do escritor austríaco Stefan Zweig.
Ano passado, consegui lê-lo. Peguei emprestado na biblioteca de Niterói. Um antigo exemplar publicado pela Nova Fronteira.
Diz a Wikipédia que esse livro é resultado de sua primeira viagem ao Brasil, entre 1940 e 1941. Um ano depois, ele morreria em Petrópolis. A versão oficial é suicídio mas os judeus não a aceitam.
O livro me parece por demais ingênuo. Só quem não conhece as elites brasileiras pode imaginar que elas promoveriam o desenvolvimento do Brasil e a erradicação da miséria.
Bem antes disso o Brasil ganhou muito dinheiro quando nascia a indústria do automóvel e tínhamos o monopólio das seringueiras. Essa riqueza deu uma vida de nababos aos latifundiários do Norte, que, para ostentar, mandavam lavar suas roupas em Paris, ou seja: nem pagavam às pobres lavadeiras analfabetas locais.
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